Estamos em guerra

 

guerra

 

 

Ha um tempo atrás o mundo se abriu, unificou, estreitou, deu voz a tantas pessoas em tão pouco tempo, que jamais conseguiríamos conhecê-las mesmo vivendo várias gerações.

Posso comprar de várias partes do planeta, posso ir longe, conhecer, escutar, ver, acessar. A notoriedade virou sinônimo de sobrenome nobre e ao mesmo tempo uma arma. Estamos em guerra, com armas tão primitivas quanto a origem do ser humano.

Temos tanto às nossas mãos e ao mesmo tempo tampouco em nós. Sim estamos em guerra, ódio, preconceito, asco, inveja, opressão, censura, negligência, intolerância, a maldade devidamente autorizada, em alguns casos até por meios legais, seguindo como tanque de guerra esmagando o que tiver pela frente. Omissão, desumanidade, parece que já ouvimos isso tantas vezes e por tantas gerações não? O que acontece?

Perfis frasistas(atenção eu disse frasista mesmo) que querem entregar soluções diárias para os problemas, prontas como macarrão instantâneo para que você olhe e diga: “Nossa é isso!” e depois vendem e vendem muito. Pessoas “super estupendas”, “mestres” da vida querendo seu dinheiro para lhe dizer que você merece ser feliz, mas isso só acontecerá através de um treinamento profundo em um final de semana de “transformação” e “conexão”. Pessoas gritam, choram, pulam, se encolhem em posição fetal, enchem bexigas, andam descalças, discursos, endorfina, dopamina, mecanismos neuroquímicos: “Minha vida mudou!”, e depois?

O que não couber fora do determinado para sua “eterna” felicidade não vale seu tempo, não vale investimento, não vale seu eu. Julgamos, condenamos, encarceramos, menosprezamos. Seja forte, empodere-se, acorde, seja você, seja forte, seja feliz, tenha gratidão, sinta gratidão, force-se a estampar em você algo que possa ser mostrado, porque não pode ser qualquer coisa.

E a dor? E o outro? Como fica aquele momento onde uma avalanche de coisas nos atropela silenciosamente e depois? Um meio silêncio, meia luz, mais um dia, na mesma “transformação”, querendo ficar só. Estamos em guerra, destruindo o que há em nós, destruindo o que há no outro. Sem paciência abandonamos ideais, queremos colheita sem plantio, mas “tudo bem né”? É o que dizem.

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