Saudade é fortuna

 

saudade é fortuna

 

 

Ninguém é mais rico do que aquele que tem memórias que garantem que sua vida valeu à pena, pelo menos naquele momento. É isso o que chamamos de saudades.

Saudade não pode ser percebida como tristeza, deve ser sentida com alegria, porque é um combustível orgânico para a vida seguir em frente. Ora, o que faz o saudoso senão tentar repetir os dias de que sente falta?

Eu, por exemplo, sinto saudades de muitos amigos que ficaram pelo caminho. A falta deles me faz querer encontrar novos amigos e repetir aqueles dias de partilha e comunhão, envoltos em um tipo de amor que torna a vida mais suportável – afinal o que é um amigo, senão a leveza que todos precisam para balancear o peso do viver?

Sinto falta deles, mas não tristeza. Ao contrário, a lembrança boa de quem já não está mais em minha vida é uma mola propulsora que me lança para buscar relacionamentos semelhantes.

De tão incentivados à futilidade, ao superficial e ao líquido, é importante não perdermos de vista a marca profunda que a saudade imprime em nossa vida: é nela que as coisas realmente caras estão guardadas.

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