Manifesto à esperança

 

à esperança

 

Uma das frases de efeito que mais desprezo é: “as coisas são assim mesmo, não vão mudar nunca”. Desprezo, antes de tudo, porque é mentira. Ao longo dos milhares de anos da história humana as coisas mudaram muito e muitas vezes. Segundo, porque gera em nós um espírito de acomodação e passividade. Lu Xun, poeta chinês, escreveu: “a esperança não é nem realidade nem fantasia, ela é como os caminhos da terra: sobre a terra não havia caminhos, eles foram feitos pelo grande número dos que passaram”. É preciso caminhar para fazer o caminho. Sem caminho não há para onde ir. Sem movimento não há perspectiva. É preciso plantar para que haja flor. Quando perguntaram ao Michelangelo como ele havia conseguido esculpir Davi com tanta perfeição, ele respondeu: “foi fácil, fiquei olhando para o mármore por um bom tempo até nele enxergar o Davi. Aí, peguei o martelo e o cinzel e tirei dele tudo o que não era Davi”. Precisamos olhar o futuro por um tempo e enxergar nele a esperança. Depois, pegar o martelo e o cinzel e tirar dele tudo o que não for esperança.

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