Dos males, o menor?

Uma pequena mentira não se torna uma verdade. E mesmo que em alguns momentos seja melhor não sabermos de algo, uma omissão permanecerá também sempre uma omissão. Toda mentira é uma mentira. Toda violência é forma de violência. Todo gesto egoísta é uma manifestação do egoísmo. Assim, não existe um mal menor. Um mal menos pior. Tudo é relativo? Não gosto de crer. Para mim, são inclusive estas relativizações que nos levam muitas vezes até o caminho que não gostaríamos. Que vão tornando aos poucos tudo um pouco mais permitido. Tudo um pouco mais “relativo”. Um genocídio é pior do que uma traição? Do ponto de vista da humanidade, com certeza. Mas desprezar as dores de um indivíduo é o que nos leva até às extremas violências. É a banalidade do mal, como disse Hannah Arendt. Da mentira. Da falsidade. Do egoísmo disfarçado de bem querer, em todas as direções. Dos extremos ao centro. Em alguns momentos parecemos não ter escolhas? Não sei ao certo. Talvez isso realmente aconteça. Mas acredite, escolher um “mal” menos pior, não o torna menos mau. Por mais bela que seja a pele, ainda vejo um lobo disfarçado de cordeiro.

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