Só guarda um amor para depois, quem nunca se importou em perdê-lo.

Não se engane. Ou não engane alguém. Guardar um amor para depois pode ser um cuidado. Um respeito ao seu momento ou ao momento alheio. Quando verdadeiro, é até mesmo um carinho. O gesto sincero de preservar maiores sofrimentos. Porém, não podemos nos iludir. Quem adia um amor, não prioriza os riscos de perdê-lo. Quais certezas existem sobre o amanhã? Nenhuma. Então, resta assim apenas um questionamento: será que realmente é um amor? Será que realmente é o postergar de um sentimento tão intenso? Quem ama tem a vontade do agora. O desejo de estar e ser presente neste momento. Quem deixa esta porta aberta somente no amanhã, pode até mesmo gostar. Se importar com o outro. Admirá-lo ou querer-lhe bem. Mas, amor, não sou capaz de enxergar. São coisas bem diferentes. Há amor no futuro? Com certeza. Mas adiar um amor é bem distinto do gesto de construir um amanhã já estando ao lado. Porque, amor, não se adia. Amar é verbo presente.

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