Hoje, só o hoje.

hoje

 

Causalidade do universo, efeito determinante, sentença. Condicionados à nós mesmos, talvez um dos nossos maiores desafios pessoais seja nos apropriarmos de nossa liberdade e percebemos que não importa o que fazem conosco e o que acontece por vivermos nesse mundo. No sentido de conduzirmos nossas vidas tudo que é vivido ocorre no hoje e no agora e o passado não diz desse dia e nem do amanhã.

Torço a cada dia para que nenhuma de minhas escolhas me escravize ao ponto de eu não enxergar mais nada no mundo além daquilo que fiz naquele dia, hora e instante. Sofremos as consequências de nossos atos, mas isso jamais tira de nós o protagonismo que nos possibilita respirarmos fundo, chorarmos, ficarmos em silêncio, reclusos ou então gritarmos e seguirmos em frente quando algo não nos faz bem e nos angustia.

O não que ouvimos jamais será determinante do minuto seguinte, o amor que não recebemos nunca significará que não há amor ou que o amor não chegará até nós em algum momento. A ferida aberta nunca será uma afirmação que ela nunca fechará. A cada dia carregamos conosco nossas cicatrizes, elas são também a nossa história, história essa que é construída em uma dinâmica tão singular e única que os encaixes da sociedade, mídia e da pseudo cultura tentam moldar e isso exige muito de nós, uma força para desgrudarmos disso tudo afim de conseguirmos olhar à nós mesmos.

Aliado à um propósito nossa vontade de conquistar e realizar algo em nossas vidas nunca será em vão. Como posso ter certeza disso? Não tenho, não temos e é isso que deve ser o combustível para continuarmos, a incerteza que ao mesmo tempo é possibilidade de que algo maravilhoso possa acontecer, pois se tivéssemos certeza das coisas nem nossos olhos precisaríamos abrir.

Mas o universo é movimento, e nossa compreensão sobre isso fará nossas pernas andarem, nosso olhar mudar e nosso coração abrir-se para outros sentimentos, pessoas e experiências. E assim como o amor nunca será o determinante de felicidade plena e eterna, a solidão e a tristeza nunca serão uma corrente que nos aprisiona em uma condição imutável e perpétua.

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