Mudança de hábito

 

mudança

 

Caros leitores não, esse não é um texto de análise sobre a excelente comédia estrelada por Whoopi Goldberg em 1992, e nem tampouco é uma história voltada para comédia, embora os personagens envolvidos e a leitura possam até pender para o cômico.

Pois bem, baseado em fatos reais, a história de hoje nos apresenta um sujeito chamado Jack (é um nome fictício ok?)

Jack era casado, pai de família, beirando cinquenta anos. Certa vez estava em uma festa de casamento e feliz Jack dançava livremente pelo salão. Após vários giros no relógio e goles de um elixir etílico, Jack começou a dançar mais, a se empolgar e foi quando a euforia tomou conta ao ponto de suas atitudes interagirem com outras pessoas.

No meio da pista começou então um baile e as que estavam dançando não eram pessoas, mas suas mãos, passeando em corpos alheios e apertando as bundas das outras mulheres de maneira insistente e aleatória.

Surpresa, uma testemunha logo tratou de comunicar a anfitriã da festa. Ao tomar ciência do ocorrido, a anfitriã logo disse de maneira enfática: “Ah, mas isso é o hábito dele!”

Agora pensemos o seguinte. Hábito: “maneira usual de ser, fazer, sentir; costume, regra, modo”. Então apertar a bunda de mulheres em festa de casamento é aceitável como hábito e tudo bem?

OK, ok, o mundo está chato, tem muita gente falando sobre qualquer coisa, eu estou contaminado e ficando de mimimi por coisa besta. Porém, penso eu que na vida certos detalhes não devem simplesmente ser passados “em branco”.

O tal “deixa pra lá” é uma ferramenta tão poderosa quanto um “não” ou um “sim”. Deixar é omitir, negligenciar e reforçar toda uma condição enraizada nos costumes e que podem ser condições abusivas mascaradas de pseudo brincadeiras onde muitas pessoas acabam sendo coniventes sem se preocuparem com quem sofre a ação.

Não precisamos ser ignorantes e nem mesmo agressivos, mas não temos que ter medo de usarmos o “não” como um regulador do limite da liberdade alheia. O corpo é templo e particularmente não gostaria que o meu fosse playground de um senhor cinquentão bêbado e nem de ninguém sem minha expressa autorização.

Seja firme, não tenha medo, diga não! Quer compartilhar alguma história? Mande um direct.

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