O maior erro

 

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Não há complexidade, cálculos matemáticos, reações químicas diversas ou mesmo grandes discussões filosóficas em discursos eruditos para nos dizer qual seria o nosso maior erro.

Qualquer indivíduo, ao retirar-se do mundo, em um momento para si de silêncio e reflexão poderá chegar à uma ou várias respostas sobre essa questão. De maneira íntima podemos ainda retirar a palavra “nosso” e pensar na pergunta de outra maneira: “Qual é o meu maior erro?”

Na dita “Era da informação” temos um tipo de alimento mais que abundante. Livros digitais, matérias, opiniões, vídeos, audios, literaturas e vertentes de pensamento sobre praticamente tudo que envolve o ser humano desde os tempos remotos até os dias de hoje em apenas um clique. De pessoas descabeçadas que beiram o inusitado de tanta falta de humanidade à grandes pessoas e seu grandes feitos pelo outro.

E o que fazemos com tudo isso? Pessoas com perguntas elementares e relações banalizadas, discursos de ódio lavando telas, intolerância nas suas mais diversas formas, diferenças sendo mais diferenças, “verdades” individuais sendo empurradas sobre outras verdades. Debatemos violência e violência é cada vez mais evidente. Vejo raiva, muita raiva. Existir além da nossa própria solidão tem sido difícil.

Temos tanta informação que parece um mar onde estamos a deriva, sem um leme que nos dê direções coerentes, maduras e produtivas. Da mesma forma, por vezes muitos não constróem caminhos legítimos por comodismo e literalmente preguiça mental.

Nosso maior erro talvez seja não sermos nós mesmos, não assumindo nossas falhas e querendo apenas que o final de semana tenha churrasco, cerveja e fotos felizes atualizadas nas redes sociais. É simples não? Somos muitos os mudos com gritos de ignorância.

O que você faz com a notícia que lê, com o preconceito que testemunha, com a agressão que enxerga, com o ódio que lhe jogam, com a tristeza do outro, com sua forma de ver o mundo? O que você faz com seus erros, deslizes e até mesmo crueldade? O que você faz com suas dores, palavras e o bom dia? O que vc faz com o desgastado “eu te amo”? O que você faz para abrir o peito sem medo de sua própria liberdade e dizer: “Amo!”?

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