Padre, eu preciso que me perdoe pois essa noite eu matei alguém.
Fazia um tempo que nós dois andávamos armados até os dentes, obviamente isso não acabaria bem. Mas você sabe o que eles dizem, era ele ou era eu.
Rasguei o peito com meus próprios dedos e desafiei qualquer coisa que houvesse ali.
Dessa vez não tive medo, era um risco que eu precisava correr.
Alguma hora você vai ter que deixar de ser passivo, porque passividade demais é doença. Não dá pra garantir que esteja tudo sempre em equilíbrio.
Algumas vezes você vai precisar ter coragem e até atrevimento, vai precisar fazer com que saibam que você está vivo e aquela vida ainda é sua.
Foi assim que matei para sempre, o que mesmo de forma inconsciente, planejava me matar. O que aos poucos me roubava o ar, meus pensamentos, minha coerência.
Por isso espero que Deus me absolva, pela humanidade de saber que nem sempre é coisa fácil de fazer, que liberdade e respeito são coisas que você precisa conquistar.
Às vezes nós gritamos um pouco,
quebramos algumas vidraças,
mas se eu não faço guerra, eu não tenho paz.

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