Estrada de tijolos amarelos

Quantas vezes elegemos o que nos faltava e pegamos a estrada atrás de algo mágico que nos salvasse.
Eu levei várias jornadas até perceber que era solidão de tudo o que me acompanhava. Que nunca consegui achar sentido em nada e por causa disso estive incansavelmente partindo para a próxima. Para o próximo oficio, para a próxima relação, para a próxima ideologia ou o próximo corte de cabelo.
Estive aqui a bater meus sapatinhos e a tempestade sempre começava, mas nunca me levava a lugar algum.
Tive tantas vidas no tempo de uma só que quando me olharam viram determinação, mas só eu sabia,
era solidão, era falta,
não de um coração, de uma coragem ou de algo pra pensar,
mas de um para que, de um porque no fim da estrada.
Não andei só nem tão pouco fui abandonado no caminho, sempre houve quem carregando suas próprias faltas, caminhasse comigo.
Íamos atrás de que?
Hoje sei que é a estrada e seus tijolos amarelos o que importa, que o que basta é a caminhada, mas vez ou outra quando os outros dormem ainda bato os calcanhares um no outro, só para ver se alguma coisa acontece.

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