A beleza da dor

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Tenho um jardim de dores plantado no peito.
Passeio nele para passear por minhas histórias de tristezas e fracassos. Por um
momento, rejeito a propaganda da felicidade e caminho por dentro de mim, para não
me esquecer de quanta dor eu sou.
Cultivo o jardim como orientação para o meu futuro, processo de aprendizagem.
Porque dói, quero fazer diferente; porque doeu, quero ser diferente.
Não espero a cura de tudo que dói. Há dor que precisa doer, para eu saber que em
meu caráter ainda resta algo de bom. A dor me dá a alegria de não ter me tornado
insensível.
Meu jardim é florido, porque adubo a dor. Meu jardim é bonito, porque não rejeito a
beleza da dor.
Quando dói por um amigo, zela por quem carrega meu coração noutro peito.
Quando dói de saudade, lembro do que fez minha vida valer à pena.
Quando é por quem sofre, a dor sublinha minha empatia.
Quando dói de arrependimento, ela corrige meus passos.
Quando é de amor, minha dor faz poesia:
De tanto adubar minha dor, nasceu uma flor
De tão bonita que era a flor da dor, fiz um jardim
De tanto adubar minha dor, nasceu uma flor
Essa é a história da dor desabrochada em mim

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