Só companhia

Hoje Educação esteve em pauta em matérias de jornais, rádio e TV. Educação anda pelas ruas passando fome, encontrando abrigo apenas em braços interesseiros e mentes tendenciosas que buscam relações perversas de abuso.

Certa vez quando Educação brincava de ser grande porque tinha em mãos livros, caderno e na mente poetas e história, logo foi cerceada em seus pensamentos e ideias, eram os Apagadores, os algozes que a prendiam por entre os muros das escolas e quadros a giz. Parece coisa antiga não? Ainda sim tão presente em tantas escolas por aí, naquelas que não são notícia, que não possuem teto ou por vezes nem onde sentar.

Aqui do lado de fora não! Eles diziam, enquanto Educação, ora se achando livre, livre não se achava. Olhando para dentro das escolas não entendia como em seu próprio lar as diferenças separavam as pessoas. O professor que votava em tal candidato era tratado diferente por aqueles que contemplavam outro partido.

Educação então chorou, e até hoje testemunha colegas sendo punidos de maneira aleatória, ou por simplesmente pensarem.

De mãos estendidas Educação quer apenas companhia, quer apenas que o recreio seja o reflexo da alegria, que as salas sejam construtores e fomentadores, e que as lousas sejam palco de palavras livres.

Livre como ela quer sempre ser. “Viver é muito perigoso”, já dizia o poeta, mas Educação, triste Educação não se cala e continuará tentando.

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