Sobre as amizades que o tempo não leva.

Screen Shot 2018-01-16 at 9.50.53 PMNa infância, eu contava os meus amigos em dezenas. Hoje, conto facilmente com os dedos existentes em minhas mãos. Talvez seja uma parte inevitável do envelhecer. Mas, por um lado, se tantas dessas amizades se vão com o tempo, vejo as demais somente crescerem. São tão maiores, apesar de serem reduzidas. Pesam muito mais no nosso dia a dia. Um peso positivo, é claro. Uma força. Porque os amigos de antes dividiam sorvetes. Brincadeiras. Apelidos. Os amigos de hoje não perderam nada disso. Porém, dividem também o enterrar de um pai. O nascer dos filhos. O desgaste das décadas e as histórias antigas. Algumas vezes eu encontro aqueles amigos de infância.  Os que se foram. Sinto uma imensa saudade de vê-los transformados apenas em conhecidos. Mas logo em seguida encontro alguém que ficou. Divido um café com um destes amigos que o tempo não leva. E percebo: tenho mais amigos do que nunca tive. Mesmo contando nestes dedos envelhecidos.

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