Talvez nem tudo precise de um fim.

fim

O tempo é contínuo. Ainda assim, insistimos em prendê-lo dentro de datas e calendários. O mesmo vale para o espaço. Limitamos o infinito do horizonte com os nossos tolos mapas e linhas imaginárias. Mas será que tudo precisa de um fim? O afastamento de duas pessoas significa o terminar do amor? Um fracasso qualquer representa o fim do sonhar? Acaba o Natal. Mas deveria acabar também a sua gentileza? O seu espírito? Talvez seja este o nosso problema. Desejamos o novo. Para isso, muito precisa tornar-se velho. Finito. Acabado. Deixamos de encerrar tantas coisas (que deveríamos) para encerrar justamente aquelas que não acabam. Invertemos o mundo nessa estranha busca. Matamos o tempo com as datas. O espaço com os mapas. O amor com as farsas. Porém, nem tudo precisa terminar. Aliás, não deveria. A beleza está justamente naqueles capazes de mantê-las acesas.

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