Não precisa ir até à praia para mergulhar em si mesmo.

Há um certo vento, que desprende das palmeiras e acaricia os telhados das idéias.
Refresca, desfaz e desperta.
Talvez seja o ritmo débil dos barcos que descansam junto à praia, não são tristes nem monótonos, são monges que flutuam e chegam.
Me alcança.
Enterrei sem perceber os pés na areia, não me toquei, perdi o meu controle e isso é bom.
Minha voz silenciou.
Não quero mais movimentos bruscos.
Há um litoral inteiro dentro de mim, meu mar é calmaria e furacão.
O que desejo é o equilíbrio, quero o balanço calmo do meu mar, a sabedoria débil da palavra de proa na maré.
Quero me levantar, sacudir a areia e carregar comigo, o mar dentro de mim. Para que em qualquer lugar onde esteja, eu possa me vestir de onda pronta pra quebrar, recuar e ressurgir.
Quero viajar mais vezes para aqui, mais vezes para dentro de mim.

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