Ao amor basta apenas existir.

Por medo.

Cometi um grande erro ao deixar guardadas no peito todas as cartas que não escrevi. Tudo o que tinha para dizer, cada palavra pensada para você, permaneceu ali, feito espinho atravessado na garganta: nada saía, poesia nenhuma entrava.

Covardia, eu sei. Loucura, eu diria.

Sufoquei a verdade em mim pelo receio de não encontrar em você a reciprocidade que me parecia essencial. Que besteira querer condicionar o amor ao amor do outro. Que inocência pensar assim. Devia mesmo era ser ensinado na escola: que ao amor basta apenas existir.

Ainda que você não venha… Ainda que eu queira muito vê-lo vir.

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